Filtrar informações e usar redes sociais para ficar em contato com pessoas queridas pode contribuir

O surgimento de uma nova doença gera sempre a sensação de medo e insegurança nas pessoas. Foi assim com a Febre Amarela, o H1N1, e tantas outras patologias que integram a história da humanidade. O mesmo ocorre agora com a chegada do Coronavírus (Covid-19). A doença fez suas primeiras vítimas brasileiras nos últimos dias e está gerando pânico na população, que tem adquirido álcool em gel de forma cumulativa e, em alguns casos, fazendo até reservas de alimentos. Diante de tal realidade, a psicóloga do Hapvida Saúde, Danielle Azevedo, ressalta que além dos cuidados básicos, que englobam as etiquetas respiratórias, é preciso estar atento também a saúde mental em meio ao alto bombardeio de informações acerca da doença. “No meio a tantas informações, já era esperado que, em uma sociedade tão conectada como a nossa, o fluxo seria imenso diante de uma pandemia. Buscando o equilíbrio emocional, o melhor de tudo é filtrar o que chega e isso significa escolher alguns veículos de confiança para se informar e evitar compartilhar mensagens das quais não se sabe a procedência ou a fonte. Isso vale também para aquele momento de angústia em que se decide expor esse sentimento nas redes sociais”, esclarece. Ela destaca que as redes sociais são aliadas para manter contato com pessoas queridas nesse período de quarentena. A especialista destaca que em situações de pandemias, como a que se vive na atualidade, manter o bem-estar da mente humana é essencial. “Vamos assumir que essa é uma situação completamente atípica e que foge ao nosso controle. O melhor então é voltar-se para dentro e pensar: o que posso fazer? Como posso contribuir como mãe, como filha, como cidadã? Tornar-se útil nesses momentos é uma boa medida para reduzir a sensação de impotência e ainda encontrar um sentido no meio de todo o problema”, orienta a psicóloga. No caso de pessoas que já apresentam ansiedade, depressão ou outra perturbação do foro mental, a psicóloga afirma que em situações como a de pandemia, é possível que desenvolvam um agravamento do distúrbio. “Em casos como estes, as pessoas tendem a experimentar um agravamento de sintomas nos próximos dias e podem experimentar reações psicossomáticas caso vivenciem um ataque de pânico. Se isso acontecer, é importante não sofrer sozinho e buscar ajuda com um médico de confiança ou seu psicólogo, para que seja avaliada a necessidade de medicamentos ou outras medidas terapêuticas”, pontua. Apesar de se ter a consciência de que o ser humano é naturalmente social, a psicóloga ressalta que ficar isolado pode ser bastante complicado e pode agravar ainda mais o quadro de ansiedade e o estresse do momento. “Por isso, tentar manter contato com pessoas queridas, como amigos e familiares é importante e as redes sociais podem ajudar nessa tarefa, fazendo com que as pessoas consigam interagir sem estar fisicamente presentes”, destaca. Dicas – Pensando na melhoria da qualidade de vida da saúde mental do indivíduo, a psicóloga Danielle sugere algumas medidas para contribuir com este momento. “É uma ótima oportunidade para refletir sobre prioridades na vida e ainda pensar em novas formas de executar o trabalho ou colocar algumas atividades que estavam atrasadas em dia, por exemplo”, orienta. Danielle Azevedo afirma ainda que a capacidade de lidar com problemas, adaptar-se à mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas é a definição de resiliência, que cai muito bem para esse momento atual. “Isso quer dizer: olhar o problema de frente, mas sem entrar em pânico e, ao contrário, pensar em formas de lidar com ele até que a situação melhore”, pontua.

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