Dia dos Pais: Entenda a importância da figura paterna na formação de uma criança

Tornou-se comum a existência de famílias sem a figura do pai. Cada vez mais, mães se veem obrigadas, pelos mais diversos motivos, a assumir os dois papéis e se desdobrarem para, sozinhas, educar seus filhos. Entretanto, por mais batalhadora, dedicada e presente que a mãe seja na vida dos filhos, a ausência da figura paterna pode deixar uma lacuna na formação da personalidade e estrutura emocional da criança.


De acordo com o psicólogo do Hapvida Saúde, André Isaac, assim como a figura materna, o pai é parte importante do universo de significados do sujeito em formação. A criança, ao se desenvolver, busca referencial nesses pais (ou figuras substitutas). “Geralmente, o pai é aquele que vai instituir a lei, os limites, a autoridade para essa criança. Pois, culturalmente, a mãe é a figura de amorosidade e primeiros cuidados ao filho. A diferença não está só na aparência física, mas pela forma de tratamento, de aproximação, de cuidados, de afetividade e os sentimentos que esse adulto possa transmitir para a criança”, explica.


O afeto, respeito, amor e atenção são os principais componentes para uma boa formação psicológica, independente de uma figura específica nas relações familiares. “Vale ressaltar que as crianças necessitam desse cuidado nos primeiros anos de vida para oportunizar a construção de sentimentos importantes para uma boa formação psicológica”, lembra.


Ainda, segundo o psicólogo, existem estudos sobre o desenvolvimento infantil que apontam um grande percentual de pais (homens) que não carregam seus filhos nos primeiros meses de vida. A justificativa desses pais está na falta de manejo com o bebê. Porém, esses estudos apontam que a falta de proximidade e cuidado com a criança nos primeiros meses de vida pode gerar sentimentos de rejeição da criança pela figura do pai.


André Isaac também esclarece que não há comprovação de que a ausência de uma das figuras parentais (pai ou mãe) possa causar problemas na formação emocional de crianças nos primeiros anos de vida, mas estudos de Jonh Bowlby (1979-2006) apontam que a aproximação com a criança no início da vida é importante, pois gera sentimentos de segurança, zelo, empatia, apego e outros que se tornam importante para a formação de vínculos afetivos no começo da vida e posteriormente podem servir de base para a constituição adulta.

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