Nem todo paciente com hérnia inguinal precisa de cirurgia, explica especialista

Mais comuns em homens, a hérnia inguinal se caracteriza por ser uma protuberância que surge na região da virilha onde geralmente se deve a uma parte do intestino que sai através de um ponto fraco dos músculos abdominais. É fácil de ver e sentir, embora nem todas sejam visíveis pelo paciente, principalmente em obesos.

Segundo a cirurgiã geral do Hapvida, Drª Aline Quirino, os principais sintomas são uma saliência em um ou nos dois lados da virilha; em homens, observa-se inchaço no saco escrotal; desconforto ou dor, principalmente ao fazer algum esforço físico e sensação de fraqueza ou pressão na virilha.

O tratamento definitivo é a correção cirúrgica, chamada de herniorrafia ou hernioplastia, mas nem todo paciente precisa operar, depende de cada caso, por isso a importância da orientação médica. Nos casos assintomáticas em adultos, que surgem somente quando o paciente faz algum esforço, existe a opção de correção cirúrgica ou um simples acompanhamento médico, sendo devidamente orientado de forma a saber reconhecer os sintomas do encarceramento.

“A hérnia inguinal pode ser congênita, ou seja, tem origem de nascença devido a uma má formação, ou pode ser adquirida durante a vida, geralmente por uma fraqueza na musculatura do abdômen. Não existe prevenção, por isso é ideal o acompanhamento médico. Hoje é aceitável que hérnias pequenas e assintomáticas, que não oferecem risco imediato para o indivíduo, possam ser acompanhadas, até para aqueles que não podem ser submetidos ao procedimento cirúrgico, seja em função de complicações com a anestesia ou problemas de saúde. No longo prazo, o paciente precisa procurar tratamento”, explica a cirurgiã.

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